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Museu Judaico em Istambul e a história da comunidade em terras otomanas

Museu Judaico em Istambul e a história da comunidade em terras otomanas

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Turismo na Turquia: conheça o Museu Judaico da Turquia

Neste post, confira algumas informações o museu dedicado a história da comunidade judaica na atual cidade de Istambul, além de detalhes sobre a influencia deste povo na identidade Otomana:

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Foto: muze50

No coração do bairro de Galata, na mesma rua que sedia a famosa torre homônima, encontra-se o museu dedicado à comunidade judaica da Turquia.

O espaço foi inaugurado em 2001 em celebração ao aniversário de 500 anos da concessão de asilo aos judeus espanhóis por parte do imperador otomano Bayezid II. O local é dedicado a longa história do povo judeu e o papel que desempenharam para o desenvolvimento da identidade Otomana.

Edifício

O edifício que sedia o atual Museu Judaico da Turquia costumava abrigar a Sinagoga Zülfaris. Segundo historiadores, o espaço começou a sediar reuniões religiosas no ano de 1671.

No ano de 1985, o espaço deixou de servir como sinagoga devido à falta de pessoas para compor uma congregação. Já durante a década de 1990, através do apoio financeiro da Família Kamhi e as contribuições de Jak Kamhi, o prédio passou por uma reforma para se adequar a um local de exposições.

Seções

O museu é dividido em três seções. A primeira é focada na presença judaica no atual territorio da Turquia desde o período romano até o inicio da República, e eventos importantes como a chegada de judeus espanhóis e o Holocausto são destacados. Muitas das exibições presentes nesta zona enfocam em destacar a contribuição da comunidade judaica ao Império Otomano e à República Turca no governo, na mídia, nas forças armadas e na sociedade em geral.

A segunda parte do museu destaca detalhes da vida diária e a cultura dos judeus na Turquia, onde roupas tradicionais, festivais, feriados, culinária e o significado por trás deles estão em exibição e contam com informativos detalhados.

Já a terceira seção é dedicada à religião judaica, onde crenças e práticas fundamentais são explicadas e inúmeros objetos de sinagogas históricas estão em exibição.

Detalhes

Endereço: Bereketzade, Büyük Hendek Cd. No:39, 34421 Beyoğlu/Istambul

Horário de funcionamento: todos os dias, das 10h às 17 hrs, exceto sábados (dia sagrado para os fiéis da fé judaica).

Obs: As sextas-feiras, o horário de funcionamento é das 10h00 às 13h00.

Entrada: 30 liras por pessoa.

História: expulsão de minorias judaicas e muçulmanas da nova Espanha e processo de reintegração em territórios do império Otomano durante o século XV

Em julho de 1492, a nova Espanha, agora unificada devido ao casamento de Fernando de Aragão e Isabel de Castela e a anexação do Reino de Granada, expulsou suas populações judias e muçulmanas como parte da Inquisição espanhola e “purificação populacional’’ de um país que só deveria ter uma fé: Católica Apostólica Romana.

Ao saber acerca dessa tragédia e da expulsão desordenada de milhares de pessoas, o sultão Bayezid II enviou sua marinha sob o comando do almirante Kemal Reis para a Espanha alguns meses após a radical decisão dos governantes da coroa da nação Ibérica para ajudar essas populações minoritárias, assim reintegrando-os de forma segura em terras otomanas. Além disso, o imperador enviou proclamações para que os refugiados espanhóis fossem bem recebidos, principalmente em territórios europeus do império, como Bósnia e Grécia, e concedeu aos refugiados permissão para se tornarem cidadãos legítimos de forma imediata.

De forma extravagante e com a intenção de ridicularzar a política dos reis católicos, Bayezid II também comentou sobre a decisão: “Alguns afirmam em chamar Fernando de governante sábio, logo ele, que empobreceu seu próprio país e enriqueceu o meu!”.

Igualmente, Yitzhak Sarfati, um rabino asquenaze de origem francesa, afirmou:

“Eu proclamo a vós que a Turquia é uma terra onde nada falta e onde, se quiserem, tudo ficará bem convosco. Acaso não é melhor viver governado pelos muçulmanos do que pelos cristãos?”

Adaptação no império otomano

Os judeus espanhóis, também conhecidos como “Sefarditas”, foram estabelecidos nas cidades mais ricas do império, entre elas, diversas metrópoles europeias, como: Istambul, Nicópolis, Adrianópolis e Sarajevo. Já no território que pertence a atual Turquia, as minorias foram alocadas nas regiões Oeste e Norte da Anatólia — principalmente em cidades como Tokat, Amasya Bursa e Aydın -, mas também nas regiões costeiras do Mediterrâneo, como Jerusalém, Safed, Damasco e Cairo.

No início do século XVI, na influente região de Jerusalém, o número de famílias judaicas passou de 70 para 1.500, enquanto a de Safed aumentou de 300 para 2.000 famílias. Já a cidade de Damasco tinha uma congregação sefardita composta por 500 famílias.

Durante esse período, Istambul tinha uma comunidade judaica de 30.000 indivíduos com 44 sinagogas. O imperador Bayezid permitiu que os judeus vivessem nas margens do chifre de ouro, um local de prestígio na capital otomana. O Egito, especialmente a cidade do Cairo, recebeu um grande número de exilados, que logo superaram os judeus moçárabes pré-existentes que haviam vindo da Ibéria e do Magrebe em épocas anteriores. Em poucos anos, o principal centro dos judeus sefarditas tornou-se Salônica, onde os judeus espanhóis superaram em número a comunidade judaica pré-existente.

Atuação judaica no império otomano: principais atividades

Em troca do apoio e acolhimento, os judeus contribuíram com seus talentos, e foram bem recompensados.

A comunidade ajudou a suprir diversas necessidades no Império Otomano. Em geral, os turcos muçulmanos não se interessavam por empreendimentos e atividades comerciais e, portanto, deixaram essas ocupações para membros de religiões minoritárias.

Além disso, os Otomanos estiveram envolvidos em um conflito militar com os cristãos durante os últimos anos do século XV. Sendo assim, devido a reputação íntegra e confiável, alguns judeus atuaram como diplomatas e espiões na Europa nesta batalha.

Neste mesmo período, alguns indivíduos da comunidade judaica que possuíam habilidades especiais foram de extrema importância para o desenvolvimento do império. Isso inclui David & Samuel ibn Nahmias, que fundou uma gráfica em 1493. Na época, essa era uma nova tecnologia e acelerou a produção de literatura e documentos, especialmente importantes para textos religiosos, bem como documentos burocráticos. Outros especialistas judeus empregados pelo Império incluíam médicos e diplomatas que emigraram de suas terras natais. Alguns deles receberam títulos de propriedade por seu trabalho, incluindo Joseph Nasi, que foi nomeado duque de Naxos.

Karakoy é o bairro onde foi habitado os judeus que foram recebido pelos sultão.Atualmente neste bairro que você encontra se as sinagogas.

Legado

Embora os otomanos não tratassem os judeus de maneira diferente das outras minorias no país, suas políticas pareciam se alinhar bem com as tradições judaicas, o que permitiu o florescimento da comunidade. O povo judeu foi autorizado a estabelecer suas zonas autônomas, que incluíam suas próprias escolas e tribunais legais, com seus representantes eletivos no governo.

Sob o reinado de Bayezid II e seu apoio em relação a minoria, os judeus aproveitaram de um período de florescimento cultural, com a presença de estudiosos como o talmudista e cientista Mordecai Comtino; o astrônomo e poeta Salomão ben Elijah Sharbiṭ ha-Zahab; Shabbethai ben Malkiel Cohen, e o poeta litúrgico Menahem Tamar. Além disso, devido a proteção otomana, o idioma judaico medieval conhecido como ladino foi preservado, e é utilizado até os dias atuais.

Curiosamente, a ajuda do imperador Bayezid II também possui reflexos na cena cultural e comercial Brasileira. Silvio Santos, famoso apresentador de TV e empresário, é descendente de uma das famílias judias expulsas da Espanha realocadas no Império Otomano.





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